Quinta-feira, 22 de Abril de 2021
Editorial

Um ano de dor


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26/02/2021 às 07:28

A pandemia de covid-19 acaba de completar um ano desde o registro do primeiro caso no País. Naquele momento, ninguém achava que, após um ano, ainda estaríamos sofrendo com a maior crise sanitária deste século. Mas cá estamos, enfrentando uma segunda onda ainda mais mortal que a primeira. Diferente do que ocorre no restante do mundo – onde os números da pandemia mostram regressão nos índices de internações e óbitos - a situação no Brasil não é nada boa. Acabamos de superar a marca de 250 mil óbitos em decorrência da doença, com média móvel diária superior a mil mortes, a vacinação segue a passos lentos em meio a incertezas quanto a oferta de vacinas, e as filas de espera por leitos de UTI não param de crescer em diversos estados.

Em todo o mundo, a doença já causou a morte de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas, mas a média de óbitos vem caindo. Nos Estados Unidos, país que lidera o número de mortes, já se registra queda de 22% na média diária, resultado que se atribui, entre outros fatores, ao avanço da vacinação.

Após um ano, nem tudo são más notícias. Agora o mundo dispõe de armas, já são mais de 200 vacinas com eficácia comprovada contra o vírus. O simples fato de termos imunizantes disponíveis no mercado apenas 12 meses após a explosão da pandemia é, por si só, um recorde, já que, em condições normais, o desenvolvimento de um imunizante poderia levar alguns anos. A vacinação prossegue, e alguns países já estão colhendo bons resultados. Em Israel, onde mais de 40% da população com mais de 60 anos já recebeu a primeira dose, e outros 28% já tiveram a segunda, os índices de hospitalizações e de óbitos já caíram 42% e 35% respectivamente nessa faixa. São dados importantes que reforçam a necessidade de intensificação da vacinação no Brasil.

Ainda estamos imersos em um cenário de muita incerteza, mas há motivos para acreditar que os dias melhores não estão muito distantes. Em Manaus é cada vez mais perceptível a certeza de que o pior já passou, com números decrescentes de novos casos, internações e óbitos. São dados que permitiram a flexibilização das medidas de distanciamento social, mas a situação ainda é grave. Os últimos 12 meses foram de muita dor mas, com a colaboração de todos, os próximos serão de vitória.


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