Quinta-feira, 22 de Abril de 2021
Editorial

Superação depende de todos


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06/03/2021 às 08:55

A nova flexibilização nas medidas de combate à pandemia de covid-19 no Amazonas acontece em face da lenta regressão nos índices da crise. O governo do Estado, após análise criteriosa da evolução da pandemia, vem liberando aos poucos as atividades não essenciais, à medida que caem as médias de novos casos, internações e de óbitos, entre outras. A média móvel de óbitos caiu 45% nos últimos 14 dias, e o número de novos casos recuou 33%. Tais indicadores  são resultado das medidas restritivas à circulação de pessoas adotadas nas últimas semanas. Ao mesmo tempo que se dá mais um passo na reabertura das atividades econômicas, é fundamental que todos os cuidados sejam tomados, como uso de máscaras, higienização e distanciamento social. 

É muito importante que as pessoas não fiquem com a falsa impressão de que o perigo já passou, que já está tudo bem. Não está. A situação do Estado ainda é muito delicada. O Amazonas encabeça o ranking de mortalidade (óbitos por 100 mil habitantes) da doença, e é o terceiro no ranking de letalidade. A taxa de ocupação nas UTIs destinadas a covid-19 ainda é altíssima. É verdade que já esteve muito pior, melhoramos um pouco mas ainda estamos longe de uma situação de “normalidade”.

Um risco real para o Estado é uma queda acentuada no índice de distanciamento social. As estatísticas revelam de maneira cristalina que o aumento nas taxas de infectados e óbitos está diretamente relacionado ao índice de isolamento. Trata-se de uma matemática simples, quanto menor for o distanciamento, mais contágio, infecções e mortes. E esse índice esteve abaixo de 50% nas últimas duas semanas. Se o distanciamento não for respeitado, o governo terá que voltar a endurecer as medidas restritivas, um retrocesso que ninguém quer.

Outro fator preocupante é o ritmo lento de vacinação, o que se deve, sobretudo, à coordenação – ou ausência dela – por parte do Ministério da Saúde. Apenas 6% da população já foi vacinada, e menos de 2% já receberam a segunda dose. A vacina, principal arma que temos contra a pandemia, pode demorar ainda muito tempo para chegar a todos.

Apesar disso, por enquanto, estamos evoluindo bem. Já não se pode colocar Manaus como o epicentro da pandemia no Brasil. Mas a manutenção dessa tendência depende da colaboração de todos.


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