Quinta-feira, 22 de Abril de 2021
Editorial

Respostas frágeis a problemas sérios


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23/02/2021 às 07:35

As apostas do governo para acalmar o mercado internacional em relação ao Brasil após intervenção na Petrobras são arriscadas e frágeis diante da instabilidade provocada junto aos investidores em todo o mundo. Uma se refere ao efeito da definição do auxílio emergencial e, outra, a esperada declaração pública do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a mudança de comando na Petrobras.

A fragilidade tem relação com outros componentes que afetam o roteiro destinado a acalmar investidores. Entre estes estão a tumultuada realidade interna brasileira em um bolo de temas que envolve desde a lentidão do processo de vacinação, a falta de vacinas, o desespero da população diante da ideia de que o plano de vacinação funcionaria; a manutenção em taxa elevada, embora estável, dos casos de contaminação e de morte por Covid-19; o alto índice de desemprego e a explosão da informalidade; as decisões na área do meio ambiente, acompanhadas com muito interesse pelos governos de outros países, e a que possibilita transferir ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) processos relativos a aposentadoria de servidores públicos federais.

Respingam sobre o governo federal outros efeitos como o fato de não ter conseguido realizar nenhum programa governamental que possa ser apresentado com modelo com bons resultados social e economicamente. Os negócios com armas, cuja projeção de lucro é otimista, não se enquadra nessa categoria e é percebido por inúmeros segmentos internos do país e do mundo, como aquele tipo de investimento que estimula o armamento por parte da população, a violência, isso em um país com alta taxa de assassinatos, e favorece principalmente os grupos de narcotraficantes e milicianos.

O presidente da República militariza cada vez mais o governo e esse é um indicador visto com preocupação pela maioria dos governantes de nações democráticas. Soma-se a esse dado a inabilidade de parcela dos militares escolhidos para conduzir as pastas, um dos exemplos é o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. As moedas que o governo do Brasil apresenta internacionalmente não ajudam o país a fazer bons e firmes acordos nas diferentes áreas. Elas podem ter alguma validade para o discurso de consumo interno, não têm substância capaz de solucionar problemas centrais que a nação enfrenta e pede desesperadamente por respostas.

 


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