Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2021
Editorial

Responsabilidade deve ser exigida


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27/11/2020 às 08:31

A reabertura e a ampliação de espaços públicos autorizados aos eventos de aglomeração de grandes públicos está sendo aguardada por empresários e parcela da população amazonense. Aos governos do Estado e da capital o que se pede, nessa área, é postura de sensatez diante do quadro de adoecimentos e mortes por Covid-19 e outras doenças.

Mesmo diante de restrições, o que se verifica em Manaus demonstra o quanto os governos devem ser cautelosos nesse processo. O fluxo de pessoas nas ruas aumenta, igualmente nas lojas, feiras e shoppings, supermercados e armazéns. Embora existam placas indicativas da necessidade uso da máscara para entrar e circular nesses ambientes, o aviso vem sendo ignorado por parcelas de consumidores, incluindo aquelas que estariam, por idade, mais vulneráveis.

O que está sendo demonstrado é o retorno em massa de populares até próximo ao Natal. Uma série de iniciativas contribui para essa presença. São convites às compras, típicos dessa temporada em ambiente de situação normal e que expõem a vontade maior a ser exercida, comprar e comprar presencialmente. Os protocolos médicos e sanitários vêm sendo gradativamente abandonados enquanto os hospitais atingem o limite mais crítico.

Classificar o comportamento como absurdo e ou irresponsável no plano do senso comum é muito pouco. Até serve para as conversas informais entre grupos sociais, mas do ponto de vista da necessidade de adotar providências não funciona, cabe aos governos, por obrigação constitucional, desenvolverem aparatos de prevenção e fazê-los funcionar em todos os setores, incluindo pactos com os da área privada.

O não uso de máscara, reivindicado por algumas pessoas como direito, se constitui em ameaça as outras pessoas. Quem aciona o direito de se expor deve ser esclarecido e situado dos procedimentos. Não é possível que seja considerada normal a morte de tantas pessoas pela Covid-19 e que essas mortes não signifiquem nada.

Pesquisadores, em Manaus, alertam praticamente todos os dias para o risco desse comportamento e o efeito dele na rede de saúde pública, nos hospitais privados e nas emergências. Que a conduta responsável refaça o caminho e estabeleça o rigor das regras desse momento difícil.


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