Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
Editorial

Os candidatos e a cidade


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22/09/2020 às 08:20

Na tentativa de estabelecer parâmetros, analistas começam a debater cenários da disputa pela Prefeitura de Manaus. Um deles é o número de candidaturas, 11, e o movimento por elas produzido duas direções, a dos apoios oficiais considerados de peso e com poder de influência, e o esforço para convencer o eleitorado.

No geral, a leitura sobre apoio dos influentes está afeita a movimentação da máquina administrativa em inúmeras ações que poderão ser traduzidas nos negócios do voto. Esse tipo de comportamento não é novo, ao contrário vem de muitos séculos e se renova na forma de uso dos aparatos tecnológicos, principalmente, das redes sociais em combinação com vastas possibilidades que o mundo virtual oferece. Desde as eleições de Barack Obama, nos EUA, os recursos das plataformas digitais têm sido decisivos na orientação dos votos.

Em meio a festa da tecnologia aparece um dado de repetição, o discurso recorrente dos candidatos. As primeiras entrevistas, das mais curtas à mais longas, com candidatos a prefeito expõem o lugar pouco privilegiado da cidade. Há uma confusão recorrente do entendimento do que é ser administrador de uma cidade e, mais, como agir numa capital com as características de Manaus. Da parte dos candidatos a vereadores, uma leitura rápida das propostas apresentadas demonstra o desconhecimento da função de vereador. Muitos se apresentam com propostas de responsabilidade do executivo e ignoram a tarefa fundamental do legislativo.

No cenário bem inicial, o que se desenha é um enfrentamento marcado por virulência, compreendida como parte da política, e o não compromisso efetivo com um plano para a cidade. Dos devaneios a à arrogância, falta nessa programação em exibição a responsabilidade com o presente e o futuro de Manaus. Das ideias mais simples àquelas que pedem o adequado uso das ferramentas tecnológicas para projetar quadros situações futuras, as primeiras falas de candidatos estão marcadas pelo alheiamento da questão municipal, figura central na tomada de decisões a respeito do entendimento do bem-estar da população. A cidade existe em função das pessoas e estas, na agenda de reivindicação, querem ter acesso a serviços públicos de boa qualidade no transporte, na educação, na saúde, nas praças e ruas, na moradia, no abastecimento de água e de energia elétrica, na promoção e respeito às culturas dos povos. Que os eleitores acompanhem, nessa corresponsabilidade, observem os atos e falas dos candidatos.
   
 


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