Terça-feira, 22 de Junho de 2021
Editorial

O voto eletrônico é um avanço


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15/05/2021 às 02:08

Os 25 anos da implantação do voto eletrônico no Brasil, comemorados no dia 13 de maio, ocorrem sob ataques ao sistema visando tumultuar as eleições do ano de 2022. A adoção do voto eletrônico impactou positivamente a sociedade brasileira e deu um salto qualitativo no processo de modernização do ato de votar e de conhecer os resultados das eleições em tempo curto.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, eleito em 2018, no mesmo sistema, lidera uma das campanhas nacionais de desqualificação do sistema eletrônico de voto que segue e se multiplica a partir das ações dos grupos de apoio ao dirigente do País. Na Câmara dos Deputados, uma comissão especial foi criada para analisar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), é favorável ao voto impresso e manifestou entusiasmo com a possibilidade de uso desse modelo nas eleições do próximo ano. A autoria da proposta da PEC é da deputada Bia Kicis (PSL-DF) e, se aprovada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria que criar um outro expediente para imprimir cédulas após o voto eletrônico.

Em várias cidades brasileiras, grupos estão atuando para fazer valer a campanha pelo voto impresso, o que significa desenvolver ações que motivem e ampliem a desconfiança por parte dos eleitores e da sociedade quanto à segurança do voto eletrônico. O que antes parecia ser um posicionamento sem maiores consequências tornou-se, hoje, um movimento que já está andando dentro da Câmara dos Deputados.

Em paralelo, o TSE lançou na sexta-feira (14), uma campanha de esclarecimento e de defesa do voto eletrônico. Nela, a Justiça Eleitoral trata da segurança, da transparência e da auditabilidade do processo eleitoral do País, uma experiência de sucesso e acompanhada com interesse em diferentes regiões do mundo.

O voto impresso é parte de uma história brasileira marcada por inúmeros capítulos constrangedores e de atos criminosos que contribuíram para retirar mandatos de eleitos pelo voto popular e transferi-los para outros candidatos não eleitos. O tempo de verificação, muito mais demorado, ajudava a desvios no caminho do voto na urna até o registro no mapa eleitoral. Essa parte da história parecia superada, apenas permanecendo como referência de estudos e da memória, mas voltou à cena com uma tropa de choque disposta a criar confusão e desentendimento em favor do retrocesso.
     
 


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