Domingo, 23 de Janeiro de 2022
Editorial

As festas de final de ano e a covid-19


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02/12/2021 às 06:53

 

Das questões mais comentadas ou submetidas a uma espécie de consulta pública está a da realização ou não de festas públicas de final de ano. Mais de dez capitais já informaram que não irão realizá-las diante do cenário de nova onda da pandemia de Covid-19, outros governos estaduais e municipais sinalizam com arranjos para compatibilizar interesses econômicos, políticos e sociais.

A questão pede serenidade e responsabilidade por parte dos gestores públicos, em especial de governadores e prefeitos. Olhar com lupa os dados da Covid-19 no local, n nacional e no mundo é uma exigência nesse processo, pois, o vírus anda por todos os espaços por onde andam as pessoas. No caso do Amazonas, o Estado se insere numa tríplice fronteira e, necessariamente, deveria desde o início atuar com protocolos fronteiriços, construídos entre os países, os estados e as cidades.

O que se viu a partir da conduta do governo federal foi uma atitude de ataque e de distanciamento, além da sistemática subestimação dos efeitos da pandemia e de uma campanha de desqualificação das medidas de prevenção, o atraso no processo de obtenção das vacinas. O quadro criado pela soma dessas atitudes gerou situações trágicas, em Manaus, com mais de 2 mil mortes por dia, e no Brasil, que hoje atinge aproximadamente 615 mil mortes pelo novo coronavirus.

Nos municípios do Amazonas, os dados são preocupantes e pedem a criatividade para ampliar o porcentual de vacinados completamente. Embora a capital do Amazonas tenha atingido, ontem, os 75% da população vacinada, no caso de uma pandemia, as cidades não ficam imunes porque isoladamente construíram um cinturão bom de cobertura vacinal. Por isso, especialistas estão todos os dias alertando quanto aos anúncios governamentais de flexibilização de uso de máscara e de atitudes de autoproteção. Também se faz fundamental apoiar as outras cidades para que tenham melhor resultado na vacinação. O esforço tem que ser nacional, internacional e local.

A nova variante, ômicron, impõe revisão dos protocolos, providências e controle cuidadoso sobre ela. São muitas perguntas sem respostas e sob estudos científicos. Tratar o assunto com a seriedade que pede parece algo pacificado, após o drama mundial com as primeira, segunda e terceira fases da Covid-19. Infelizmente, não é assim que a pandemia é recebida por inúmeros governos do mundo e no Brasil, com corresponde aceitação de alguns governos estaduais e municipais.   

 


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