Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2022
Saúde

Vacinação contra a Covid-19: terceira dose de esperança

Entenda na reportagem, com os infectologistas Fabiane Giovanella Borges e João Hugo, como a terceira dose da vacina beneficia a saúde e na vida de milhares de brasileiros



WhatsApp_Image_2021-11-20_at_14.28.41_3EF3A519-DEC4-4F1A-9FFD-BE93A79C48CA.jpeg (Foto: Reprodução)
20/11/2021 às 16:00

A terceira dose da vacina contra a Covid-19 já é uma realidade no Brasil. A vacinação produz um aumento inicial no número de células imunológicas que geram anticorpos que diminuem lentamente com o tempo em todas as populações. Por isso, a vacinação da nova dosagem começou em agosto para os idosos e pessoas que se enquadram no grupo de risco.

Para receber terceira dose, os idosos devem ter tomado a segunda dose há pelo menos 6 meses, enquanto os imunossuprimidos poderão tomar, pelo menos 28 dias após terem tomado a segunda dose. Segundo a infectologista, Fabiane Giovanella Borges, a aplicação de uma dose de reforço ocorre diante do aumento do número de infecções entre imunizados com as duas doses.

“Há evidências científicas de que a proteção induzida pelas vacinas cai ao longo do tempo, o que coloca em risco os grupos mais vulneráveis. O avanço das variantes mais transmissíveis também é um fator importante que nos deixa em alerta. Uma dose extra da vacina pode fazer com que as células produtoras de anticorpos se multipliquem, elevando os níveis de anticorpos contra o patógeno”, disse.

Os reforços vacinais também promovem um processo chamado maturação da proteção, fazendo com que os anticorpos produzidos se liguem aos patógenos com mais força, aumentando sua potência, ou seja, a necessidade de aplicação de mais uma dose se baseia em três fatores: disseminação de variantes, queda de anticorpos neutralizantes após alguns meses e a fragilidade do sistema imunológico de grupos específicos.

Impactos na saúde

Após seis meses vacinados, a imunidade pode sofrer um decréscimo, segundo o infecnologista, João Hugo. “A combinação de vacinas fabricadas de maneiras diferentes, segundo aponta pesquisas, aumenta e potencializa a efetividade da vacina, principalmente quando se fala da mutação de variantes da nova Covid-19. Então, quem tomou as duas doses iniciais de uma fabricação, não necessariamente deverá tomar a mesma”, explicou o doutor.

Hoje, para o controle da pandemia, o mais importante é ampliar a vacinação, visto que, o maior número de casos graves da doença ocorre entre os não vacinados.

“As festas de final do ano estão chegando, há um aumento das aglomerações e um afrouxamento de medidas de proteção. Aumentam as viagens de brasileiros para o exterior e a vinda de turistas para o Brasil, todos esses fatores fazem com que seja fundamental reforçar a vacinação no país”, ressaltou a infectologista e mestre em Doenças Tropicais e Infecciosas, Fabiane Giovanella Borges.

Já está mais do que comprovado que com a vacinação a forma grave da doença é evitada, consequentemente as pessoas se protegem e protegem todos ao seu redor. Ato simples com repercussão coletiva. Fabiane destaca que é preciso retomar as atividades de aglomeração de forma planejada, o que só será possível com a população protegida.



Repórter de A Crítica

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