Quinta-feira, 22 de Abril de 2021
PORTA-VOZES

Técnicos de enfermagem atuam como ponte entre paciente e família no AM

Além da função assistencial como ministrar medicamentos, os técnicos de enfermagem também são o único elo possível que pode ligar um paciente internado com a Covid-19 aos seus familiares



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21/02/2021 às 07:30

Eles são o braço direito de pacientes que lutam contra a Covid-19 em hospitais. Além de terem a função de executar ações assistenciais de enfermagem como registrar sinais e sintomas apresentados pelo doente, ministrar medicamentos e outros, os técnicos de enfermagem também informam aos familiares a respeito do estado o qual o paciente se encontra.  

Pelo menos é assim que trabalham as técnicas de enfermagem Mara Leila Ipuchima Santos, 33 anos e Ariel Campos Laborda, 28 anos. A maior parte do tempo, as profissionais acompanham os doentes de maneira a auxiliar em tudo o que precisam na ausência da família. Atualmente, Mara Leila é responsável por três pacientes: dois idosos e uma criança. 



À reportagem, ela conta como é a rotina dela, dos pacientes e como acontece a comunicação com familiares, os quais aguarda notícia de seus entes adoentados. “Eu verifico se o paciente já tomou café. E enquanto ele toma café, eu já observo se está conseguindo se alimentar bem ou não, pois a covid-19 causa muito cansaço o que dificulta um pouco o paciente se alimentar principalmente se for um paciente idoso”, comenta. 

“Somos nós técnicos acompanhantes que tiramos todas as dúvidas da família que não está tendo o contato direto, verificamos horário de medicação e se está sendo administrada no horário e quais são essas medicações por que o familiar quer saber para que serve e como reage”. Assim como para todas as profissões, os técnicos de enfermagem relatam os desafios diários, entre eles, é lidar com pacientes ‘impacientes’. 


Familiares buscam na técnica Mara Leila informações sobre parentes internados. Foto: Arquivo Pessoal

“Alguns pacientes querem muita das vezes arrancar o cateter. Alguns não querem ir tomar banho e ai temos que muitas das vezes criar ali uma situação humorada de lidar com o paciente e convencer de que  é necessário e que não precisa sentir vergonha. Com humor e boa conversa, eu consigo sempre ganhar a confiança do paciente e da família principalmente”. 

Mara Leila atua auxiliando pacientes desde o início da pandemia e até então, ela destaca que já atendeu mais de trinta pessoas acometidas pelo novo coronavírus. 

“Há momentos que como profissional e ser humano sinto o peso da dimensão que está sendo essa pandemia, já cheguei a passar duas semanas sem ir em casa somente cuidando dos meus pacientes. O que muitas das vezes traz um cansaço enorme, porém é gratificante ver um paciente bem e voltando para o seu âmbito famíliar”. 

A técnica de enfermagem Ariel Campos Laborda, 28, atende casos leves e graves de Covid-19. Ela ressalta que seu trabalho é feito a base de empatia e de humanização tanto no atendimento de pacientes quando de familiares. 

“O acompanhamento que eles precisam além do medicamento é de ter alguém ali do lado olhando por eles, fazendo companhia, prezando pelo bem estar deles, ou seja, dando aquela assistência que ele precisa. Nós somos o porta-voz desse paciente”, afirmou.


Ariel Campos relata que o cuidado vai além do remédio ministrado. Foto: Arquivo Pessoal.

“Em relação a família, eu sempre tive um bom contato com a família dos meus pacientes, sempre passo as informações até por que eles estão em casa preocupados com o estado do adoentado”.

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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