Sábado, 22 de Fevereiro de 2020
PERDA

Menino morto em briga entre facção tinha o sonho de ser jogador de futebol, diz pai

Rivanildo Magalhães contou que havia prometido ao filho que iria matriculá-lo em uma escolinha de futebol para que a criança seguisse em busca do seu sonho



pai_17A6F466-CD90-438A-BFD7-CF9644EACFB0.JPG Foto: Junio Matos
10/01/2020 às 13:16

Renan Souza da Gama, 9, morto após ser atingido por uma bala perdida na noite quinta-feira (9), enquanto jogava bola na Rua Amazonas, bairro Novo Aleixo, Zona Norte de Manaus, tinha o sonho de ser um jogador de futebol. Segundo seu pai, Rivanildo Magalhães da Gama, 42, esse era o grande sonho do menino e ele morreu fazendo uma das coisas que mais gostava.

Ainda Rivanildo, ele tinha prometido ao filho que iria matriculá-lo em uma escolinha de futebol para que a criança seguisse  em busca do seu sonho. O pai não estava em casa quando o fato aconteceu, mas o filho sempre saia de casa para jogar bola.



De acordo com informações da Polícia Militar, 6 homens que pertencem à facção criminosa Família do Norte (FDN) chegaram ao local em 2 carros e efetuaram vários disparos em direção a um beco onde estariam membros da facção rival, o Comando Vermelho (CV). David Barros da Silva, 20, e Dennis da Silva Marinho, 33, foram atingidos pelos tiros e foram levados ao Hospital João Lúcio na Zona Leste.

O outro atingido foi o menino Renan que jogava bola com seus amigos na rua. Walter Leite, 19, contou que ao ouvir os tiros, ele correu para a rua para buscar seu irmão, um menino de 7 anos, que também jogava bola na rua no momento do tiroteio. O seu irmão então correu junto com Renan. Quando eles chegaram em frente à Igreja Assembleia de Deus, Renan caiu. Walter, junto com o irmão, foram socorrer a vítima. Ele disse que o menino estava perdendo os sinais vitais, mas fazia força para respirar. O pai de Walter levou a criança ao Hospital da Criança Joãozinho, na Zona Leste, mas ele já chegou morto.

Além de jogar bola, Renan treinava jiu-jítsu no Projeto Social Elite Taveira. O professor da criança, Djeimison Taveira, 35, contou que o menino era dedicado e ajudava bastante a academia. Nos torneios de jiu-jítsu, ele era sempre destaque e iria ser graduado, iria mudar de faixa na próxima graduação. Djeimison contou que dava aula de jiu-jítsu no momento que soube da morte do seu aluno. Ele disse que estava muito abalado, pois tinha muita afinidade com o menino e o considerava como um filho. O professor de jiu-jítsu disse que montou o projeto para tirar as crianças do mundo das drogas e do crime e que fica muito triste em saber que um inocente perde a vida por conta dessa briga pelo tráfico de drogas.

O delegado Paulo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), falou com a imprensa na manhã desta sexta-feira (10). Ele contou que as investigações iniciaram assim que a delegacia soube do fato e a equipe continua investigando para chegar aos envolvidos no crime.

O corpo do menino Renan deve ser sepultado às 15h30 de hoje no Cemitério Parque Tarumã, na Zona Oeste da capital.

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Repórter de A CRÍTICA

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