Sábado, 04 de Julho de 2020
ATO

Manifestantes 'tomam' avenida Djalma Batista em protesto a favor da Democracia

Manifestação acontece de forma pacífica e segue em direção à Arena da Amazônia, com palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro e contra o racismo



WhatsApp_Image_2020-06-02_at_15.19.23_DCCCB7CF-2E43-4777-8369-365C84B106DA.jpeg Foto: Euzivaldo Queiroz
02/06/2020 às 15:33

O sol da tarde desta terça-feira (2) acompanhou os manifestantes que foram às ruas a favor da democracia e contra o fascismo, no ato que percorre a avenida Djalma Batista, na Zona Centro-Sul de Manaus. O protesto, organizado pelas redes sociais, saiu por volta das 14h e marcha em direção à Arena da Amazônia, de maneira pacífica.

As equipes de organizadores proferiram palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, a favor da preservação da Amazônia e contra o racismo. Em voz alta, também foram ditas as regras de segurança que deveriam ser mantidas ao longo do percurso.



Entre elas, as recomendações de distanciamento entre os manifestantes, que deveria ser de 1,5m, além do pedido para que não fossem respondidos os posicionamentos contra a manifestação que vinham dos carros em forma de buzina e gritos. 

O estudante universitário Abraão Leite, segurava uma placa pedindo a saída do presidente da República e disse que decidiu participar do manifesto por sentir-se insatisfeito com os movimentos antidemocráticos que segundo ele, mascaram uma política que oprime as minorias."Eu acredito que é fazendo esse tipo de movimento que nós iremos fazer a diferença", afirmou o estudante.

Questionada sobre a manifestação ocorrer em meio à pandemia da Covid-19, uma das organizadoras do evento, Shirley Abreu, esclareceu que foram disponilizados álcool em gel e máscaras para os participantes da passeata, que apesar de ser apartidária, defende a saída do presidente Jair Bolsonaro do poder. 

"Que fique claro, nós somos a favor do distanciamento social, mas não tem como na situação que o país está vivendo a gente, hoje, ser contra isso [o protesto], quando há desmandos e um governo que pede a volta da ditadura [militar]", ressaltou a Shirley. 

No início, o ato também contou com uma intervenção artística, na qual os manifestantes deitaram no chão formando uma cruz para lembrar a morte da ex-vereadora Marielle Franco, do cacique Francisco Souza, dos jovens Douglas Rodrigues e João Pedro (mortos em maio deste ano durante operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro) e de George Floyd (homem negro morto asfixiado por um policial branco nos Estados Unidos). 

O movimento pró-democracia é uma continuidade dos levantes populares do último domingo (31), que ocorreram na avenida Paulista, na cidade de São Paulo, feitos por torcidas organizadas de times de futebol.

O levante iniciou em resposta a um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, nomeado de '300 do Brasil', que marcharam em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com tochas que lembravam o grupo extremista Ku Klux Klan, que prega o ódio à população negra.

No Brasil, os '300' pediam o fechamento do Congresso Nacional e do STF e um novo Ato Institucional 5, medida mais dura adotada pela Ditadura Militar brasileira.

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