Quinta-feira, 04 de Março de 2021
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Amazonas contará com 306 mil doses da Coronavac, a vacina a qual está sendo distribuída pelo Ministério da Saúde a todo o Brasil



1589478795222_96DFE53A-C7FF-4359-A31E-EF44407A4FF3.jpeg Foto: Divulgação
18/01/2021 às 17:50

Por Karol Rocha e Lucas Vasconselos 

Amazonas começará nas próximas horas a vacinar a população contra a Covid-19. Nesse primeiro momento, a vacina será aplicada em 262.142 amazonenses conforme prevê a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado (FVS-AM).

Para o início da imunização, que começa nesta terça-feira, o Amazonas contará com 306 mil doses da Coronavac, a vacina a qual está sendo distribuída pelo Ministério da Saúde a todo o Brasil. Mas antes de imunizar-se contra o vírus, o A Crítica traz um guia que tira dúvidas a respeito do tema.



Imunização não é indicada para grávidas, imunodeficientes e menores de 18 anos

O médico infectologista, Marcus Vinitius de Farias Guerra, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), aponta que a imunização não foi testada em grupos tais como grávidas, imunodeficientes e menores de 18 anos, por isso até então, a vacina não está indicada para este público.

A médica infectologista e representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações, Solange Dourado, acrescenta que indivíduos transplantados, em tratamento de câncer ou com doença autoimune, não foram avaliados para esta vacina.

“No entanto, por ser uma vacina inativada, é improvável que apresente riscos para pessoas com doenças que comprometam a imunidade. A decisão de vacinar ou não nestes casos, deve ser feita pelo paciente conjuntamente com seu médico assistente. Grávidas e mulheres que amamentam não estão entre as contra indicações para esta vacina, porém a segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas nestes grupos”.

Não há efeitos colaterais graves

Conforme os médicos, não se há comprovação de efeitos graves em pessoas com comorbidades. “Os efeitos adversos de curto prazo, não foram significativos em intensidade e quantidade e são semelhantes aos de vacinas já utilizadas”, disse o médico Marcus Vinitius. Para a médica Solange Dourado, o que pode aparecer são efeitos brandos. “A vacina em questão utiliza uma plataforma segura e os eventos adversos esperados que podem ocorrer são leves e transitórios com dor no local, dor de cabeça e febre”.

O indivíduo ganha imunidade após a 2º dose da vacina

Segundo os médicos, o indivíduo se tornará imune após a 2º dose da vacina, por que é a partir daí que desenvolverá anticorpos imunizantes. “A proteção virá quando se receber a segunda dose, cerca de duas semanas após esse esquema vacinal. No entanto, devemos lembrar que estamos em uma situação em que não se conhece a duração dessa proteção por se tratar de algo novo”, destacou a médica, Solange Dourado.

Quem teve Covid-19 deve se vacinar

Os especialistas afirmam que quem foi acometido pela Covid-19 necessita tomar a vacina. No entanto, quem está doente não pode de maneira alguma se imunizar. Os médicos afirmam que é preciso aguardar o período de quatro semanas para vacinar-se.

“Quem teve COVID pode e deve se vacinar. Ideal é aguardar um período de 4 semanas após início dos sintomas. Após a vacinação, ficar atento ao calendário para receber a segunda dose e manter cuidados de prevenção”, ressalta a médica Solange Dourado.

As medidas de segurança contra o vírus devem continuar

Na visão dos médicos, as medidas de segurança contra o novo coronavírus devem continuar mesmo se vacinados. “O indivíduo poderá ser um vetor mecânico transpondo o vírus em objetos de uso pessoal ou mesmo no vestuário. Assim nada pode ser abolido, nem a máscara, nem as medidas de higiene”, afirmou o médico Marcus Vinitius.

Não aglomerar em salas de imunização

A médica Solange Dourado reforça o cuidado que a população deve ter na hora de sair de casa para se vacinar. “Evitar a aglomeração no ato de se vacinar. Não adianta ir se vacinar e em vez disso, se contaminar estando muito próximo de outras pessoas. Precisamos ter tranquilidade e evitar erros já cometidos na época das festas de fim de ano”, reforçou.

Doenças que compõem o grupo prioritário com comorbidades

A especialista da Associação Brasileira de Alegia e Imunologia, Lorena de Castro Diniz, afirma que o plano de imunização contempla pacientes com certas comorbidades.

"Só poderão ser vacinados pacientes portadores de diabetes; hipertensão com algum comprometimento de algum órgão alvo; pacientes portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC); insuficiência doença renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; pacientes que receberam transplante de medula óssea ou que de alguma forma estão imunodeprimidos ou imunosuprimidos por medicamentos ou doenças; pacientes que anemia falciforme; pacientes com Síndrome de Down e agora entrou com pacientes com obesidade grave com grau 3 (IMC≥40)", descreveu a especialista.

É proibido tomar outra vacina durante o período de doses da vacina para Covid-19

A FVS-AM também ressalta que o esquema de vacinação contra a COVID-19, independentemente do tipo de vacina, corresponde a duas doses, com intervalo de 21 ou 28 dias entre elas. E que, neste período, não deverá ser administrada simultaneamente com a vacina contra Influenza ou qualquer outra vacina.

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