Sábado, 20 de Julho de 2019
MOVIMENTO

Sinteam vai recorrer de decisão judicial que suspende greve dos professores

Além da medida, o sindicato anunciou que irá realizar um ato na próxima segunda-feira (22) na Ponte Rio Negro



sinteam_coletiva_69BEC05A-0304-49F9-ACE1-FBF26E052EE6.JPG Foto: Sandro Pereira
18/04/2019 às 11:18

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) vai recorrer da liminar assinada pelo desembargador Elci Simões que determina a suspensão da greve da categoria, iniciada no último dia 15. Segundo a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues, ela não foi notificada oficialmente pela justiça.

De acordo com a sindicalista, a justiça publicou uma certidão no Diário Oficial afirmando que a organização “já sabia do inteiro teor da decisão” e declarou “os manifestantes do dia 15”, na Praça da Matriz, como intimados da decisão judicial.

“Nossa greve é legal. Cumprimos todos os requisitos. Realizamos assembleia específica, avisamos a Seduc [Secretaria de Educação do Estado do Amazonas], governo e sociedade com 72h de antecedência. O direito à greve é previsto na Constituição Federal. O diálogo cessou. Estamos pedindo uma conversa com o governador há 4 meses e não temos data para isso acontecer”, afirma a presidente, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (18) na sede do Sinteam, no Centro de Manaus.

Ainda de acordo com o sindicato, está ocorrendo corte no ponto dos trabalhadores grevistas. “Essa medida prejudica os estudantes, na medida em que impede que os professores reponham as aulas. Nós temos compromisso com a educação e vamos brigar para repor conteúdo e aula para que nenhum estudante saia prejudicado”, declarou.

Ato na ponte 

A diretoria do Sinteam anunciou também um ato, na próxima segunda-feira (22), na Ponte Rio Negro, no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus. A mobilização faz parte da programação da greve.

O objetivo é mobilizar professores da zona metropolitana de Manaus em razão da greve da categoria, iniciada na última segunda-feira. “Vamos chamar a atenção da sociedade para a desvalorização que os servidores públicos estão sofrendo”, afirmou Ana Cristina Rodrigues, presidente da entidade.

Além do reajuste de 15%, a categoria reivindica aumento do auxílio-localidade para professores do interior, cumprimento das progressões horizontais e verticais e concessão de vale-transporte a servidores com carga horária de 40 horas semanais, entre outras pautas.

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