Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2022
PANDEMIA

Em Manaus, membros da CPI anunciam convocação de Aras: "ninguém vai engavetar 600 mil mortes"

Randolfe Rodrigues e Omar Aziz estão na capital amazonense para entregar o relatório final da CPI da Pandemia a membros do MP-AM e do MPF



cpimanaus_555AA6A0-B00A-4EBC-8BD8-B85B80F5C65C.jpeg (Foto: Junio Matos)
22/11/2021 às 10:40

O vice-presidente da CPI da Covid-19, senador Randolfe  Rodrigues (Rede-AP) e o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD) anunciaram nesta-segunda (22) que essa semana será votado, em diversas comissões do Senado, o requerimento de convocação do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Aras recebeu o relatório final de CPI no dia 27 de outubro e desde lá os membros da comissão tem acompanhando o andamento das investigações e já haviam prometido que poderiam pedir explicações ao PGR caso não fosse dado o andamento das denúncias. Dias após receber os documentos Aras declarou que estava conduzindo uma "investigação preliminar", justificativa essa que não foi bem aceita pelos senadores.

"Nós não aceitamos a justificativa de 'investigação preliminar. Essa semana em várias comissões do Senado será aprovado o requerimento de convocação. Nós faremos  em várias comissões para que o PGR lá compareça. Eu até espero que até o fim dessa semana nos dê uma investigação além de 'investigação preliminar'. Nós fizemos mais que isso", declarou Randolfe.

Omar Aziz (PSD) confirmou a convocação de Aras que já teve a sua conduta de segurar processos relacionados a membros do governo federal questionada na Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da CPI disse que não irá permitir o arquivamento das mortes pela Covid-19.

"Aras tem uma obrigação com o país. Ele está lá indicado pelo presidente da República, mas foi sabatinado pelo Senado Federal, foi quem votou duas vezes seguidas para ele ser procurador e nós exigimos que ele nos dê uma resposta. Ninguém vai engavetar mais de 600 mil mortes", enfatizou Aziz.

Randolfe e Omar estão em Manaus para efetuar a entrega de documentos relacionados à crise de oxigênio no estado em janeiro deste ano. No Ministério Público Federal (MPF) foram entregues às acusações contra a secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, o ex-ministro Eduardo Pazzuelo, dentre outros entes federais supostamente envolvidos na divulgação do aplicativo TratCov e na promoção de medicamentos ineficazes contra a Covid-19.

No Ministério Público do Amazonas (MPAM) os senadores encaminharam documentos em que pedem o indiciamento do governador Wilson Lima (PSC)  e do ex-secretário de Saúde, Marcelus Câmpelo.



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