Quinta-feira, 22 de Abril de 2021
Saúde animal

Casos de esporotricose registram queda em janeiro e fevereiro em Manaus

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), no mês de janeiro, foram identificados oito casos suspeitos. Em dezembro, foram confirmados 24 casos



cat-1044750_1920-6e8dfaa0_ADC7DD1E-732F-4739-83FB-D91AE1A454C3.jpg Foto: Reprodução/Internet
15/02/2021 às 15:52

O número de casos de esporotricose teve uma queda nos meses de janeiro e durante os primeiros dias de fevereiro em comparação com dezembro do ano passado quando Manaus acendeu alerta para um possível surto da doença em animais.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), no mês de janeiro, foram identificados oito casos suspeitos, destes, dois estão em análise e dois animais foram eutanasiados. Nesse período também foi identificado um caso suspeito de esporotricose humana.



Na primeira semana de fevereiro, foram identificados dois casos suspeitos em animais, que estão em análise, dois foram confirmados em felinos e foi feita uma eutanásia. Além de mais dois casos da doença serem confirmados em humanos.

Conforme a Semsa, em dezembro do ano passado, foram identificados 576 casos suspeitos de esporotricose. Destes, 24 foram confirmados, sendo todos em felinos e 22 animais foram eutanasiados. Os outros 552 casos suspeitos foram descartados, ou seja, o resultado do exame foi negativo para a doença.

A médica veterinária, Larissa Evelyn Sena, explica que a esporotricose é uma doença de origem infecciosa, transmitida por fungos, que vivem em solo, e pode afetar tanto animais quanto humanos. O fungo pode ser transmitido ao gato e às pessoas pelo contato com materiais contaminados, como casca de árvores, palha, farpas, espinhos ou terra.

Ela acrescenta que o gato contaminado pode transmitir a doença para outros gatos e para as pessoas por meio de arranhões, mordidas ou contato direto com a pele lesionada. “A solução é a castração por que os animais ficam mais calmos e deixam de sair para as ruas, o que diminui bastante a proliferação dessa doença”.

Nos gatos aparecem feridas profundas, geralmente no focinho e nos membros, que não cicatrizam, podendo progredir para o resto do corpo. Os sinais clínicos que podem ser observados incluem perda de peso, apatia e secreção nasal. “Sobre os cuidados, as pessoas devem manusear esses animais com luva e acionar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para a avaliação do animal”, recomendou. Vale destacar que a doença tem tratamento e cura.

Atendimento

A Semsa afirma que os atendimentos presenciais as ocorrências de esporotricose foram reduzidos “para se manter a segurança sanitária e o distanciamento social, medidas necessárias para evitar a transmissão da doença”.

Ainda segundo a Prefeitura de Manaus, o CCZ tem utilizado recursos como ligações telefônicas e aplicativo de mensagens instantâneas “para atender todos os usuários que entram em contato, acolher denúncias ou para investigar rumores, mantendo a vigilância ativa para a ocorrência de novos casos. Além de dar orientações e avaliar as lesões do animal por meio de registros fotográficos”, finalizou.

Caso necessite de atendimento, a Semsa disponibiliza os telefones de contato do CCZ : (92) 98842-8359 / 98842-8484 (horário comercial e dias úteis) e e-mail: ccz.cidadao@pmm.am.gov.br.

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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