Terça-feira, 22 de Junho de 2021
Operação 'Nômade'

Com R$ 4 milhões em bens, conselheiro de facção era dono de motel em Manaus, aponta PF

Operação “Nômade” prendeu suspeitos de envolvimento com facções criminosas, entre eles o casal Ocimar Prado Junior, o “Coquinho” e Alessandra da Silva Procópio, presos no Rio de Janeiro



Sem_titulo__2__4D6E3736-DCE2-4C34-A9BB-BFA3FAEA1CAC.jpg Foto: Divulgação/PF
14/05/2021 às 19:50

Apontado como Conselheiro da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no Amazonas Ocimar Prado Junior, o “Coquinho”, preso segunda-feira no Rio de Janeiro na operação “Nômade” da Polícia Federal, possuía patrimônio perto de R$ 4 milhões, de acordo com investigações que começou no ano passado para prender lideranças do crime organizado no Amazonas.

Coquinho e a mulher Alessandra da Silva Procópio foram presos preventivamente na casa onde moravam no condomínio de luxo Maramar, no bairro Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Pelo sobrado com piscina, o traficante pagou R$ 1,95 milhão. De acordo com as investigações, R$ 950 mil foram pagos à vista com dinheiro em espécie. Além do imóvel de luxo, o casal tinha em sua garagem três carros de luxo entre eles um Mercedes e um Volvo.



A polícia descobriu também que o casal tinha outros bens em Manaus, um deles é um motel no bairro Tarumã-Açu. O casal vai ficar preso no Rio de Janeiro. As investigações para prender outros líderes de organizações criminosamente no Amazonas vão continuar.

Até o momento, além de Coquinho, foi preso em fevereiro em Porto Alegre, Emmanuel da Silva Teles o “Ling” que também é conselheiro do CV. A maioria da liderança comanda o tráfico no Amazonas de outros estados.

“O nosso objetivo não é apenas apreender droga, mas é principalmente prender as lideranças do crime organizado e apreender o patrimônio deles conseguido de forma ilícita “ disse o delegado de Polícia Federal Victor Mota que é quem comanda as investigações e a operação Nômade.

O nome da operação têm a ver com a ação dos criminosos que vivem mudando de uma facção para outra. Coquinho por um bom tempo foi comandante de área para a facção Família do Norte (FDN), mas com o enfraquecimento da facção passou para o CV, que tem o traficante Gelson Carnaúba o “Mano G”, como o número um da facção no Amazonas. 

Repórter de A Crítica

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