Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020
Povos Indígenas

Indígenas de São Gabriel da Cachoeira terão atendimento por telemedicina

Projeto piloto do Ministério da Saúde será testado com centenas de indígenas do município. Entre os atendimentos estão psiquiatria, reumatologia, cardiologia, ortopedia, entre outros



zCD0231-1_p01_790F3D6A-7398-41FA-8164-602290CEAEE8.jpg Foto: Divulgação
31/07/2020 às 09:52

Até o próximo domingo, centenas de indígenas aldeados do município de São Gabriel da Cachoeira, distante 850 quilômetros de Manaus, receberão atendimentos médicos especializados por videoconferência. O projeto piloto de telemedicina, dos Ministérios da Saúde e da Defesa, está sendo testado desde o dia 27 de julho pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Alto Rio Negro.

Entre os atendimentos disponibilizados aos indígenas via internet estão: psiquiatria, reumatologia, cardiologia, ortopedia, neurologia pediátrica, cirurgia geral, urologia, neurologia e pneumologia. O trabalho é coordenado pelo Hospital das Forças Armadas (HFA) de Brasília (DF) em parceria com o Hospital Israelita Albert Einsten de São Paulo (SP).



De acordo com entidades como a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), a iniciativa tem grande relevância por conta da impossibilidade de deslocamentos devido à pandemia do novo coronavírus. Além disso, as organizações pretendem levantar discussões para que a telemedicina seja ampliada para outros sete pontos do Alto Rio Negro.

“A gente tem discutido a implantação da rede de telemedicina para várias comunidades. Nós pensamos em mais sete pontos para além dessa iniciativa dos Ministérios, como é algo que está sendo testado agora, nós esperamos que dê certo por que no nosso território não existe só a questão da saúde básica, há outras doenças e muitos pacientes precisam de atendimento especializado”, destacou o presidente do Foirn, Marivelton Baré. “Vamos esperar que isso se concretize na prática e que funcione haja vista que nós temos o desafio em relação a questão da internet, então não parece tão simples assim”, afirmou ainda. Para o presidente do Condisi, Jovânio Normando, o atendimento por videoconferência permite que o indígena seja tratado na própria região sem haver deslocamentos.

“A telemedicina para nós é uma vantagem muito grande”, disse ele, sobre as Casais, Casas de Apoio à Saúde Indígena que ficam localizadas nos polos.

Tempo de espera vai reduzir

A Secretaria   Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, explica que o objetivo do projeto piloto de telemedicina é diminuir o tempo de espera de consultas, possibilitando o acesso rápido às diversas especialidades de saúde.

“É um passo importante não só para este momento de enfrentamento à COVID-19, mas como para ações futuras, uma vez que a população que ali reside poderá ser atendida por especialistas de todo Brasil e com altíssima qualidade”, afirmou o secretário especial de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde, Robson Santos da Silva. Para o atendimento com os especialistas, a Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI) do Distrito realizou a triagem de indígenas que necessitam de consultas especializadas, com isso, os pacientes evitam o deslocamento aos centros urbanos para atendimento. O trabalho acontecerá até o dia 2 de agosto no 1º Pelotão Especial de Fronteira.

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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