Terça-feira, 22 de Junho de 2021
Aprovadas na seletiva

Jovens amazonenses passam em seletiva no Fluminense

Após testes nas categorias de base, Graziela e Thainaira contam sobre a experiência de fazer parte das categorias de base do Fluminense



WhatsApp_Image_2021-05-06_at_15.28.38_52413304-A08F-4287-B2BC-56210696D2BA.jpeg Foto: Arquivo Pessoal
06/05/2021 às 15:27

Crias dos campos do Tarumã, do Projeto Atletas com Cristo, duas adolescentes agora são crias de Xerém, ou mais especificamente: Daminhas da Bola. Thainaira das Graças, 14, e Graziela Rodrigues, 16, foram aprovadas na peneira para o time de base feminino do Fluminense e sonham com um futuro no futebol. Junto com as respectivas mães, a goleira Thainaira e a atacante Graziela foram para o Rio de Janeiro no início do ano.

O 'passaporte' para a Cidade Maravilhosa veio após as duas passarem por uma seletiva promovida pelo Tricolor em outubro do ano passado, em Manaus. À época, a técnica do Fluminense, Thaissan Passos e o auxiliar técnico, Filipe Torres, vieram à capital amazonense para selecionar meninas para os times das Laranjeiras. Com a aprovação, elas foram para o Rio realizar novos testes para ingressar na equipe.



“Eu cheguei aqui e eles me levaram para fazer um treino com o time sub-18 e depois disso disseram que eu ia treinar com as Daminhas. Num outro dia, treinei com o sub-16, treinei bem e eles me chamaram para treinar lá. Eu estava um pouco nervosa, né? Primeira vez... mas sabia que tinha que mostrar o que eu sei. Vim pra cá mostrar isso: o meu melhor e com a intenção de ficar aqui. Pude mostrar, eles gostaram e fui aprovada”, relembrou Grazi, que comemorou a realização de uma etapa de um sonho grande, de um dia chegar à Seleção Brasileira.

“Me senti bastante feliz e alegre por estar treinando num time grande. Eles me deram essa oportunidade e tô muito feliz. Agora tenho que continuar dando o meu melhor todos os dias no treino para, um dia, chegar à Seleção Brasileira”, completou.

Já Thainaira explica que passar na seletiva foi a realização de um sonho. “Eu fiquei muito feliz, feliz porque era meu sonho deste pequena e agora tô tendo a oportunidade de realizar ele. Tô gostando muito dos treinos e o professor sempre me motiva e motiva as outras oleiras. Tá sendo uma experiência muito boa para mim”.

Adaptação

Tanto Thainaira quanto Grazi moram próximas ao Centro de Treinamento do clube. De acordo com elas, leva cerca de 20 minutos de caminhada para chegar. Thainaira foi para o Rio apenas com a mãe - Marta Marlene da Silva - e a adaptação acontece tanto dentro como fora do campo. Com estudo de manhã e treinos à tarde, Marta conta que conseguiu um emprego e, com isso, consegue passar o tempo, além de dar uma condição melhor para ela e a filha.

“Eu estou me adaptando. Consegui um trabalho aqui pra eu passar o tempo com ela e, sem pesar para a minha família, que ficou pra trás. Logo no começo estava muito difícil, mas graças a Deus está melhorando. Estou trabalhando na escolinha onde a minha filha treinava e o professor desse colégio me contratou para trabalhar com ele. A nossa rotina é normal, ela tá levando bem. Tá se alimentando bem, dormindo bem, graças a Deus”, contou a mãe da arqueira. A filha também falou das dificuldades, mas diz que relembra sempre o motivo dos sacrifícios que vem fazendo.

“É difícil começar minha vida numa nova cidade, longe da minha família e da minha casa,mas se é o meu sonho eu vou correr atrás e me adaptar com as dificuldade. As coisas boas estão por vir e com a ajuda de Deus e da minha família sei que vou conseguir”.

Já Grazi relata que no início foi complicado se acostumar longe de casa, mas disse que já lida bem com a mudança.

“Assim que eu cheguei aqui foi meio estranho, Um lugar novo, que eu não tinha visto, nunca tinha vindo pra cá, é a primeira vez. Então é um pouco difícil e tive que me adaptar aos treinos. Os treinos aqui têm bastante intensidade. Era muito diferente de treinar em Manaus. Aí eu só treinava com meninos e aqui treino só com as meninas. A maioria dos exercícios são os mesmos, mas alguns eu nunca tinha visto e estou aprendendo a fazer e me adaptando aos treinos daqui”, comentou.

Futuro no Fluminense

De acordo com Filipe Torres, auxiliar no time principal Tricolor e técnico do time sub-16 do Fluminense, as atletas ainda estão em processo de avaliação, treinando na escolinha do clube.

“Elas estão inseridas no processo de avaliação dentro do grupo de base. Elas chegaram e iniciaram os treinamentos no Daminhas da Bola, que é a nossa escola de formação para a base do Fluminense FC Feminino. Hoje elas já treinam com a base do clube e logo estaremos chamando os responsáveis para colocar as viabilidades e suporte que o clube oferece para as atletas da base”, explicou.

Origens

Tanto Thainaira quanto Grazi vieram do projeto Atletas com Cristo, que atua em 14 bairros de Manaus e 12 municípios do Amazonas, com base no Tarumã. O projeto forma atletas de base e que, de tempos em tempos, passam por peneiras para times de outros estados e até de outros países.


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