Sábado, 06 de Junho de 2020
TALENTO DA ILHA

Artistas de Parintins são destaque nas escolas de samba do Rio e de São Paulo

Mais de 50% dos profissionais das escolas campeãs são formados na Escola de Artes do Boi Caprichoso ‘Irmão Miguel de Pascalle’



WhatsApp_Image_2020-02-27_at_16.32.05_D9697730-40AF-4D99-AEA1-132F2B063912.jpeg Foto: Divulgação/Caprichoso
27/02/2020 às 17:21

A presença de artistas parintinenses já virou tradição nos Carnavais do Rio de Janeiro e de São Paulo. O primeiro título da Águia de Ouro e o segundo campeonato da história da Viradouro têm a marca da criatividade tupinambarana na construção dos carros alegóricos. Mais de 50% dos profissionais são formados na Escola de Artes do Boi Caprichoso ‘Irmão Miguel de Pascalle’.

A mão de obra especializada de Parintins, seja em alegorias ou outros quesitos, mais uma vez, fez a diferença, no Sambódromo do Anhembi ou na Marquês de Sapucaí.



Para Jender Lobato, presidente do Caprichoso, o trabalho começou com a ousadia do saudoso carnavalesco Joãozinho Trinta em apostar no talento de artistas dos bumbás, entre eles, Karú Carvalho, Juarez Lima, e João Afonso Vieira.

“Esse intercâmbio, de lá para cá, só amadureceu e cresceu. O carnaval do Rio e de São Paulo é um antes dos parintinenses e é outro depois dos parintinenses”, avalia.

De acordo com o presidente do bumbá, o festival de Parintins ganhou tecnologias com a influência do carnaval.

“As festas, entre si, não são concorrentes, ao contrário, são parceiras. Esse intercâmbio serve para que o nosso artista amadureça e conheça novas técnicas de trabalho, aqui no Sudeste, para aplicar no festival de Parintins. Da mesma, os artistas trazem criações de Parintins para o carnaval”, diz.

Estética e turismo

Ericky Nakanome analisa que há uma importância muito grande a relação profissional dos artistas de Parintins com as escolas de samba, porque esteticamente os bumbás se correlacionam.

“Existe, historicamente, uma aproximação estética entre a festa do boi-bumbá e o carnaval. Isso é inegável, apesar de existirem singularidades, que dividem, de fato, essa estética. Nós temos uma estética muito mais rústica, original”, frisa.

Conforme Nakanome, o carnaval é uma ferramenta de divulgação do festival de Parintins para atrair quem gosta de folia, dança e alegria. “É o mesmo público, falando dentro de uma linguagem comercial de turismo, que vai para Parintins curtir o nosso festival e conhecer nossa cultura, porque a arte é base de tudo. A festa é um produto do turismo que precisa ser vendida para um retorno comercial a Parintins”, pontua. 

*Com informações da Assessoria de Imprensa

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