Sexta-feira, 26 de Novembro de 2021
352 ANOS

Manaus, musa inspiradora: A beleza de uma cidade refletida na arte

Conheça as músicas, poesias, telas e espetáculos que expressam traços da capital



WhatsApp_Image_2021-10-23_at_13.44.25_E205777C-B921-4734-B229-C2A22E436FA7.jpeg Foto: Divulgação
23/10/2021 às 12:48

Manaus está em ritmo de festa: a cidade comemora o aniversário de seus 352 anos neste domingo (24). E não é de hoje que a capital amazonense inspira as criações de diversos artistas da cidade, seja na música, na dança e na poesia. Entre as singelas homenagens dedicadas à famosa ‘Paris dos Trópicos’ estão as músicas e poemas do poeta e escritor Celdo Braga; as danças do Balé Folclórico do Amazonas (BFA), e a exposição ‘Jaraquiart’, do artista plástico Jandr Reis. 

Os artistas encontraram formas de parabenizar a cidade, por meio de seus talentosos trabalhos artísticos; inclusive, com produções inéditas feitas especialmente para a data comemorativa, como no caso do poeta Gadi Planck, que escreveu o poema “Tempero Manaus Amazônico”.



O poema do poeta, físico e ensaísta amazonense surge a partir de uma experiência na feira do bairro Betânia. Ele mora na rua ao lado e, certa vez, no ano passado, resolveu parar para ouvir a voz do próprio amazonense, e assim nasceu o 'Tempero Manaus Amazônico'. "Escrevi o poema de uma vez só... Tentei capturar ao máximo esse linguajar cultural... Foi no mês de outubro do ano passado... Aquele calorão", relembra.

Celdo Braga em músicas e poemas 

Umas das primeiras homenagens do poeta Celdo Braga à Manaus é o poema chamado 'Manaus Morena'. "Aos 25 anos, eu compus esse poema, fiz uma homenagem, publiquei, e surgiu o convite para musicar esse poema. A música foi feita, e eu gravei em um dos meus CD’s de poesia", destaca Braga. 

Nessa semana, Celdo escreveu um novo poema, que também fala sobre a tão amada Manaus: ‘Manaus Cidade Que Eu Vivo’. Além dos citados, 'Manaus Mestiça' e 'Manaus Meu Chão' são outros poemas escritos ao longo de sua carreira, todos dedicados à capital amazonense. 

Balé Folclórico do Amazonas

O aniversário é de Manaus, mas o público também ganha o presente. O Balé Folclórico do Amazonas (BFA) se apresenta no majestoso Teatro Amazonas, às 11h deste domingo (24), com o espetáculo 'Manaus Mana Maninha'. A apresentação mistura coreografias inéditas, com cenas que já fazem parte do repertório da Cia., além de um poema do artista Celdo Braga e um texto de Etelvina Garcia, que serão recitados pelos próprios bailarinos. 

O elenco é composto por 17 bailarinos, um percurssionista e cinco pessoas na direção. A apresentação terá duração de 45 minutos. A entrada é gratuita, mas é necessário fazer o agendamento no portal da SEC (cultura.am.gov.br) além de apresentar o cartão de vacinação na porta do Teatro.

A assistente de direção da cia., Magda Carvalho, falou sobre a escolha do nome do espetáculo. "O nome do trabalho foi escolhido pela diretora Conceição Souza. ‘Manaus Mana Maninha’ nos remete a intimidade, proximidade. Como se Manaus fosse nosso irmão, sem formalidades", destaca ela.

Jandr Reis e a 'Jaraquiart'

O artista plástico Jandr Reis inaugurou a exposição ‘Jaraquiart’, no dia 19 de outubro, e a programação segue até o dia 31 de dezembro, na galeria Manuel Alves, situada no Palacete Provincial, na Praça Heliodoro Balbi, no Centro Histórico da capital.

Pensada durante a pandemia, a coleção de obras da exposição foi criada a partir da paixão de Jandr pela arte do americano Jean-Michel Basquiat, mas é também uma homenagem ao pai, que era pescador. O artista nasceu em Óbidos, no Pará, e está radicado em Manaus desde 1980. É por meio de suas pinturas que Jandr demonstra esse amor por Manaus.

"Na ‘Jaraquiart’ eu sempre insiro a cúpula do Teatro Amazonas, nosso maior ícone, então ela está muito presente nas minhas obras; assim como nossos peixes regionais: o pirarucu, o tambaqui e o nosso famoso jaraqui, um dos mais consumidos pelo manauara", enfatiza o artista.

Além de suas belas obras coloridas, Jandr deixa um caloroso parabéns a essa cidade que o acolheu. "Manaus, Manaus... Manaus que me acolheu nos anos 80, Manaus que me recebeu com todo carinho, e estou desfrutando até hoje das belezas e de tudo que ela nos proporciona de bom. Viva Manaus! Viva o nosso Jaraqui!", finaliza ele.

Repórter de A Crítica

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