Quarta-feira, 04 de Agosto de 2021
Finanças

Cooperativas de crédito funcionam como modelo de negócio alternativo

Sistema de cooperativas busca levar maior liberdade para transações, empréstimos e investimentos



WhatsApp_Image_2021-06-09_at_19.17.00_B76E1C75-44B0-4578-AD3E-37153B945211.jpeg
22/06/2021 às 12:31

Com estrutura parecida aos bancos, as cooperativas de crédito ganham espaço entre aqueles que procuram maior liberdade para transações, empréstimos e investimentos. Diferentemente das agências bancárias, que possuem acionistas, sócios e giram recursos entre investidores e clientes, as cooperativas possuem um sistema de base, em que todos os cooperados são clientes e donos simultaneamente.

O sistema busca captar recursos de seus cooperados e emprestar para outras pessoas ou próprios associados por taxas menores que as cobradas pelos bancos. Esse modelo visa o crescimento econômico da região, por isso trata-se de um formato de negócio que tem como foco o investimento em pessoas com interesses em comum. Empresários, agricultores, médicos e outros profissionais costumam aderir a esse sistema para que haja desenvolvimento na área específica.



Francisco Motta, diretor-executivo da Sicredi, conta que esse sistema de crédito atua com taxas inferiores às do mercado tradicional. “Um crédito pessoal que é efetuado em um sistema financeiro tradicional, os bancos, possuem taxas que giram em torno de 4% ou 5% ao mês, enquanto as cooperativas atuam entre 70% e 80% abaixo das taxas praticadas pelo mercado.”

Além dessas taxas menores, quando existe o lucro proveniente dos investimentos realizados pelos cooperados ou sobras das transações, o excedente é dividido proporcionalmente entre todos eles. As cooperativas necessitam do interesse dos seus associados para que o sistema seja eficiente, tanto em questão de retorno financeiro, quanto a respeito do desenvolvimento do grupo.
 
Apesar das condições mais vantajosas do mercado, o sistema de cooperativas não possui proteção do Fundo Garantidor de Crédito. Entretanto, existe um fundo sistemático entre as demais cooperativas, que asseguram que se um dos membros desse ecossistema quebrar, as demais juntam-se para proteger os cooperados.
As cooperativas possuem autorização e são supervisionadas pelo Banco Central, e são uma alternativa para quem busca um investimento e está disposto a executar o planejamento em grupo tensionado ao desenvolvimento coletivo e não apenas ao lucro.

Ao escolher uma cooperativa, o interessado deve avaliar o seu crescimento, quanto mais sólidos os números, maiores são as chances de receber as sobras, além disso atentar se a agência faz parte de um sistema cooperativista, como o Sicoob e o Sicredi.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.