Quarta-feira, 03 de Março de 2021
Ação do Greenpeace

Greenpeace leva 21 mil seringas a povos indígenas do Alto Rio Negro

Como fez em 2020, a organização agora retoma o apoio às populações indígenas no enfrentamento à segunda onda de Covid-19 que atinge o Amazonas



GP1SUS2R_1624A235-D7C3-4AC2-B3F4-2A91C24A1AC4.jpg Foto: Divulgação / Greenpeace
21/01/2021 às 12:31

A falta de insumos nos hospitais de Manaus vista nos últimos dias avança, também, para os demais municípios e regiões remotas do Amazonas. Para apoiar as populações indígenas no enfrentamento à pandemia, o Greenpeace Brasil retomou o projeto Asas da Emergência, que soma solidariedade e esforços em prol dos povos indígenas, extremamente vulneráveis à Covid-19.

Para apoiar as preparações necessárias para iniciar o trabalho de vacinação e imunização, nesta quarta-feira (20), o Greenpeace transportou 21 mil seringas para o Alto Rio Negro, distante 990 km de Manaus. O transporte foi feito a pedido da Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro) e Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), parceiras do projeto.



Além do apoio com a aquisição e o transporte de medicamentos e de materiais de limpeza para os povos indígenas, a iniciativa também tem dado apoio logístico transportando cilindros de oxigênio. Para além do Alto Rio Negro, o projeto irá apoiar com transporte áereo a região do Médio e Alto Solimões.

Segundo Marivelton Barroso, presidente da Foirn, a parceria com o Greenpeace tem ajudado a salvar várias vidas no Alto Rio Negro. Por conta da atual escassez de insumos que a região enfrenta, como também, pelo imenso desafio geográfico visto na região.

“O Alto Rio Negro compreende três municípios (São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos), 23 povos indígenas e 750 comunidades. Essa diversidade que há na região é também um desafio imenso por conta da logística. Trazer insumos, materiais de limpeza e cilindros reabastecidos em Manaus seria custoso e não teria tempo hábil para frear o avanço da pandemia na região. Tudo isso não seria possível sem a parceria do Greenpeace e dos demais parceiros que, em conjunto, têm salvado vidas. Ninguém faz nada sozinho”, disse Marivelton.

O projeto Asas da Emergência, criado em 2020 para apoiar os povos indígenas na primeira onda da Covid-19, uniu uma rede de organizações para disponibilizar recursos e a aeronave da organização para o transporte de suprimentos e de oxigênio para comunidades indígenas e para regiões remotas no Amazonas, que sofrem com a precariedade do serviço de saúde, de medicamentos e com a inexistência de leitos de UTI.

Para o porta-voz do projeto, Iran Magno, o sufocamento e a falta de oxigênio vividos por Manaus reforçam a necessidade de ação no enfrentamento à pandemia. Nesse contexto desolador em que o projeto é retomado, uma rede importante de apoio se faz novamente presente. A estrutura do Greenpeace segue mobilizada no apoio aos povos indígenas e populações vulneráveis no enfrentamento da Covid-19 na Amazônia.

“Começamos 2021 com um desafio importante à nossa frente. Mesmo que a aprovação recente e o início da vacinação nos tragam esperança, a pandemia infelizmente ainda é o nosso cotidiano e não podemos ficar parados enquanto pessoas morrem sufocadas sem oxigênio. Muita gente está se mobilizando para auxiliar a região norte do país. Nós do Greenpeace também entendemos que agora é hora de somar esforços e agir! Assim como fizemos em 2020, disponibilizamos novamente nossa estrutura para apoiar povos indígenas e populações vulneráveis no enfrentamento da Covid-19. Esperamos que essa rede de apoio e solidariedade cresça e juntos a gente possa mudar essa realidade”, afirmou Iran.

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