Quinta-feira, 16 de Setembro de 2021
Manifestação

Bolsonaristas fazem ato a favor do voto impresso em Manaus

Apoiadores do voto impresso se deslocaram até a Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, onde políticos de direita fizeram a defesa do dispositivo



WhatsApp_Image_2021-08-01_at_15.18.08_037A37E5-9F8D-47A8-B34A-5B2AF4761615.jpeg Foto: Iago Albuquerque
01/08/2021 às 17:28

Com cartazes que questionam a segurança comprovada das urnas eletrônicas, bolsonaristas do Amazonas exigiram neste domingo (1) a implementação de um suposto "voto auditável". O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma, no entanto, que todo o processo eleitoral é auditável, contando com diversas auditorias, antes, durante e depois das eleições. 

A manifestação pelo voto impresso no Amazonas faz parte de um movimento nacional que foi convocado após live de quinta-feira (28) em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) requentou teorias da internet contra a urna eletrônica. 
  
Um dos organizadores do ato pelo voto impresso, presidente do Movimento Conservador Amazonas, Sérgio Kruke, declarou que o número de manifestantes alcançou 10 mil pessoas. Não há números oficiais da Secretaria de Segurança Pública (SSP). 
  
Protocolo



Kruke disse que a organização  cuidou  para que os manifestantes cumpram o distanciamanto social padrão. No entanto, perguntado se o uso da máscara é exigido, o organizador contou que não usa máscara, mas que o uso do equipamento de segurança fica a critério do manifestante.

A reportagem constatou que manifestantes usavam máscara, mas alguns manifestantes não faziam uso dele. Alguns focos de aglomeração foram registrados.

O intuito dos manifestantes em Manaus, segundo Sérgio, é exigir a adoção de um comprovante de votação que possa ser depositado em uma urna, para que em caso de dúvida, “se possa auditar essa votação”. A urna eletrônica já imprime ao término da votação um boletim com votos da sessão eleitoral que fica fixado no local para consulta de partidos e do próprio Ministério Público. 

A estudante Bruna Lemos, 22, que participou do pleito com família, ressaltou que a sua ida ao protesto não tem a ver com a defesa do presidente e nem em colocar em xeque a segurança da urnas, mas, sim, para pedir mais mecanismos de transparência na apuração.

Argumento

“(O voto impresso) é uma forma de auditagem dos votos. Muita gente não sabe o que é o voto impresso e é contra, pensa que a gente vai regredir saindo do voto eletrônico para voto no papel, mas o voto impresso não é isso”, disse. 

Às 15h00, em carreata, os apoiadores do voto impresso se deslocaram até a Ponta Negra, Zona Oeste, onde políticos de direita, entre eles, o ex-candidato a prefeito de Manaus, coronel Menezes (Patriota), fizeram a defesa do dispositivo.

Na live de quinta-feira, o presidente reconheceu que não pode comprovar as denúncias de fraude, mas insistiu na defesa do voto impresso cobrando de quem defende o atual sistema as provas de que ele funciona.

 A própria deputada Bia Kicis (PSL-DF), genitora da PEC do voto impresso, que deve ser derrotada na Comissão Especial da Câmara após o recesso parlamentar na próxima semana, também reconheceu que não pode comprovar as denúncias de fraude levantadas.

A bolsonarista esteve em Manaus na quinta-feira em um fórum religioso onde defendeu que o voto impresso é a “pacificação” do país.

Urna eletrônica

A urna eletrônica não é conectada à internet, a transmissão dos dados de votação é feita por meio de uma rede privada criptografada do TSE. Na avaliação do Tribunal Eleitoral,  o voto impresso pode facilitar fraudes com mais facilidade do que o voto eletrônico vigente.


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