Quinta-feira, 16 de Setembro de 2021
Cobrança

Marcelo Ramos cobra agilidade na nomeação do novo Ministro da Saúde

Após seis dias do anúncio de Queiroga como ministro da Saúde, a confirmação dele no cargo ainda não foi publicada no Diário Oficial da União



show_15562200845cc208b427727_1556220084_3x2_rt_B419BB8B-147B-4D31-86EF-21D466110625.jpg Foto: Arquivo A CRÍTICA
22/03/2021 às 11:14

Em meio à demora na confirmação do nome do cardiologista, Marcelo Queiroga, como ministro da Saúde, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL), um dos principais representantes do Centrão na Casa, grupo partidário que controla a Câmara e forma base de apoio a Bolsonaro, afirmou que num momento em que as mortes por covid-19 se aproximam de 300 mil, o país não pode se "dar o luxo" de esperar o novo ministro da Saúde, cardiologista Marcelo Queiroga, se "desincompatibilizar" da sociedade de empresas médicas.

Após seis dias do anúncio de Queiroga como ministro da Saúde, a confirmação dele no cargo ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Segundo o Congresso em Foco, que consultou registros da Receita Federal, Marcelo Queiroga é sócio administrador de duas clínicas de cardiologia em João Pessoa (PB). Se tornar ministro requer o afastamento obrigatório da sociedade das empresas.



A nomeação de Queiroga ainda não saiu porque o governo busca um cargo para o atual ministro da saúde, general da ativa, Eduardo Pazuello, para garantir a prerrogativa de ele ser julgado apenas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O governo Bolsonaro teme que a perda do foro privilegiado provoque a prisão do general por atos tomados à frente da pasta.

Ramos classificou o movimento do governo de “provocação com famílias enlutadas e com gente que luta pela vida em UTIs”.

“Um país que se aproxima de 3000 mortos/dia não pode se dar ao luxo de esperar um indicado para ministro da saúde passar dias para se desincompatibilizar da empresa da qual é sócio administrador”, twittou Marcelo Ramos neste domingo.

Ao lado de Pazuello, na primeira entrevista depois de ter o nome confirmado para ocupar o cargo, Queiroga declarou que o ‘lockdown’ não pode ser política de governo. No fim de semana, foram registradas 3.728 mortes por covid-19. O fim de semana mais letal da pandemia no País.

A chapa encabeçada pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (Progressistas-AL) foi eleita com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na terça-feira (16), Marcelo Ramos disse ao Estadão que o Centrão não terá paciência com o ministro. É acertar ou acertar”.

Em outra publicação no Twitter, Ramos salientou que quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nega a gravidade da doença, não fala em "nome da população". "Estimula aglomeração, desestimula o uso de máscara e é leniente com a vacinação. Só há um remédio pra pandemia e para economia: vacina! É vacina do braço e comida no prato!".


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.