Quarta-feira, 04 de Agosto de 2021
SEGUNDA ONDA

Manaus é prioridade nacional, afirma ministro da Saúde

Eduardo Pazuello anunciou abertura de 60 leitos para Covid-19 no Getúlio Vargas e parceria com Sirio Libanês para desospitalização: tratar doentes em leitos domiciliares



ministro_saude_90E72610-8997-48D1-87B6-F5A62DEF7618.jpeg Ministro fez pronunciamento na manhã desta quarta. Foto: Junio Matos
13/01/2021 às 09:52

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou durante pronunciamento nesta manhã (13), que estão sendo implantados novos leitos em unidades hospitalares de Manaus, como forma de intensificar o combate a Covid-19.

"Agora de manhã estamos abrindo os primeiros 60 leitos no Hospital Getúlio Vargas. Manaus é prioridade nacional do Ministério da Saúde. Não poderia deixar de ser. Chegaremos a 180 leitos na unidade hospitalar. Estamos trazendo enfermarias de campanha para reforçar os hospitais de referência que estão lotados como o Delphina Aziz e o 28 de Agosto. Aproximadamente 60 estão sendo transportados hoje. Nilton Lins foi requisitado pelo Governo do Estado e está no caminho de abrir mais 80 leitos entre UTI e leitos clínicos. Totalizando uma conta de mais de 300 leitos, imediatamente", contou.



Além disso, Pazuello informou também que o Ministério da Saúde está trabalhando em parceria com o Hospital Sírio Libanês para trazer profissionais que irão auxiliar na desospitalização de pacientes da capital amazonense em recuperação.

"Estamos em parceria com o Sírio Libanês para ajudar na gestão hospitalar. E tem um trabalho forte para desospitalização em pacientes que estão com condições para progredir para o tratamento em casa com o acompanhamento. Um apoio externo nesse momento ajuda a dividir essa responsabilidade e com isso são 150 leitos que a gente pretende ter com a desospitalização", informou o ministro.

Pazuello reconhece que a capital amazonense vive uma situação alarmante no alto consumo de tanques de oxigênio. Segundo o ministro, o consumo atual da capital é de 70 mil metros cúbicos.

"Manaus vive a crise do oxigênio. A White Martins sempre trabalhou a 50%. Atendia o estado do Amazonas com 50% de sua produção. Capacidade dela de 25 mil e mais 3 mil de outras empresas, totalizando o fornecimento de 28 mil para o Amazonas que consumia em torno de 15 a 17 mil. (Eram) mil metros cúbicos de oxigênio gasoso por dia. Quanto é hoje no Estado do Amazonas? 70 mil metros cúbicos por dia. Quanto a White Martins fabrica? 28 mil, com outras duas fornecedoras menores. Qual é a nossa atual demanda? 70 mil, sem contar com novos leitos que irão abrir. E assim o Estado passou a fazer sua logística. Não tem como vencer uma demanda desse tamanho. Toda a fabricação da White Martins está impactada", detalhou Pazuello.

SOBRE VACINA

"Senhores, vamos vacinar em janeiro e Manaus será também a primeira a ser vacinada. A vacina será aplicada simultaneamente em todas as cidades. A vacina induz a produção de anticorpos. Nós somos o maior país que vacina no mundo. Nós imunizamos mais de 300 milhões de doses (outras vacinas) por ano. E vamos fazer o mesmo com a Covid-19. O Japão que é referência no mundo só começa a vacinar em março", disse ele sobre a campanha nacional de vacinação.

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Repórter de A Crítica
Amazonense, nascido e criado em Manaus. Graduado em Jornalismo e mestrando em Antropologia Social, ambos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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