Sexta-feira, 05 de Março de 2021
Superação

‘Chorei muito ao lado dele. Foi Desesperador’ diz filha de paciente recuperado da Covid-19

Diariamente, o Portal A CRÍTICA vai divulgar os relatos de pessoas que superaram a doença



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13/01/2021 às 07:52

Na batalha invisível contra a Covid-19, os sobreviventes têm muito a contar. Sintomas, medos, angústia, solidariedade, fé e gratidão por ter sobrevivido à doença, estão presentes nas histórias das pessoas por trás dos números, aquelas que se recuperaram. Elas nos ajudam a enfrentar com esperança e atenção as recomendações e os cuidados com a contaminação que devem continuar.

O engenheiro civil Roberto Magno Oliveira de 67 anos estava em uma viagem a trabalho quando sentiu febre e dor estomacal. "Isso durou uns 3 dias e devido à viagem, ele só nos avisou no retorno, no quarto dia após o início dos sintomas. Não houve perda de paladar e nem olfato" contou a filha Tatiane Oliveira.



"Corri com ele para fazer o teste, mas era véspera de feriado e não conseguimos. Entrei em contato com vários laboratórios, não estavam funcionando e o resultado sairia só após o feriado. Quando encontramos um laboratório, ele fez o PCR e testou positivo. O quadro se agravou pois as dores estomacais não passavam e a saturação começou a ficar baixa. Eu o levei ao SPA  da Alvorada onde foi constatada a pneumonia bilateral, através de ausculta pulmonar pois o aparelho de Raio-X estava quebrado", disse.

Tatiane também enfrentou imprevistos no sistema de saúde particular. "O plano de saúde deu problema quando mais precisamos. Ele precisou ser internado em um hospital público, mas com certeza foi o melhor que nos aconteceu. O hospital Delphina Aziz era mais preparado e ele foi muito bem assistido".

"Ele deu entrada no hospital, onde sua condição flutuou absurdamente todos os dias. Várias vezes, pensou que fosse morrer. Foram 25 dias de internação. Um dia, não aguentei e chorei na frente dele. Fui pra casa e disse a mim mesma que não deixaria mais que acontecesse, ele precisava de força para o que estava por vir. Pois parte importante do tratamento é a colaboração do paciente", contou Tatiane.

O paciente era descrito como obediente e disciplinado pelas médicas que o acompanharam. "Fez fisioterapia direitinho ia de 2 em 2 dias. No dia que ela não ia, fazia sozinho. As médicas Paula Ângela e Folve que o acompanhavam disseram que ele faria o uso da ventilação não invasiva, por mais tempo, se não ajudasse, seria entubado. E ele colaborava, usava a máscara apesar de incômoda, pois cobre todo o rosto e é uma ventilação forte, ele não gostava mas eu expliquei a ele a importância", disse Tatiane, orgulhosa.

Para Tatiane, também houve aprendizado ao superar o momento tão delicado. "Aprendemos a valorizar mais o que realmente tem importância, a família! O dia que buscamos meu pai no hospital foi o dia da vitória e também de gratidão aos profissionais da saúde que estão sendo nossos herois!" completou.


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