Terça-feira, 19 de Janeiro de 2021

E qual será a política cultural para Manaus no próximo quadriênio?

Em seu artigo da semana, João Fernandes comenta sobre a necessidade de a cultura ter seus espaços ainda mais potencializados


22/11/2020 às 14:01

Por João Fernandes*

Esperamos um vento favorável, mas não sabemos para onde ir. Para pensarmos os próximos quatro anos de gestão cultural municipal, pensando o que foi feito e a pós pandemia, os gestores terão grandes desafios. Será necessário inteligência, experiência, criatividade, sensibilidade e coragem para dar conta de acompanhar as novas necessidades, sem abandonar as conquistas feitas e que não se pode 
retroceder. 

A cultura para o próximo quadriênio passa pelas discussões sobre o significado do desenvolvimento que queremos para Manaus e como tornar isso participativo na construção desse
 desenvolvimento. 

Teremos que, como cadeia produtiva, nos aproximar mais do legislativo, potencializando esse diálogo, demonstrando o potencial cultural através de números, dados e economicamente como a cidade tem a ganhar, possibilitando novas estratégias e mecanismos de apoio para avançarmos. 

A cultura necessita ganhar mais espaço e criar ainda mais perspectivas de acontecimentos de grande importância e impacto, aproximando-se da sociedade e reforçando o que vivemos nesse período de isolamento: a necessidade da arte para todos! 

Acredito que, para os futuros gestores, é necessário potencializar o segmento cultural para o crescimento da cidade. A cultura tem que continuar a crescer e contribuir positivamente na geração de postos de trabalho e de riquezas, de produtos inovadores, de ampliação das oportunidades, do fomento, da difusão e da fruição, o que reflete em qualidade de vida e bem-estar para todos. 

Nesse sentido, aproximar o diálogo com a sociedade e seus fazedores de cultura direcionará para questões urgentes e necessárias. Ampliar sempre o diálogo será para essa nova gestão, bem como para todas as outras vindouras, de extrema necessidade. Pois acreditamos nesse espaço para construção diária dos saberes e fazeres, que o poder público tem a obrigação de, muitas vezes, ser ouvinte da cadeia produtiva, para que esse possa desenvolver estratégias que venham corroborar para que a cidade sempre avance e que a cada dia torne-se mais promissora para todos.  

Afinal, quais seriam as condições necessárias e suficientes para avançarmos culturalmente? De um lado, precisamos desenvolver com novas ideias e olhares para percebermos e ampliarmos o já conquistado, e do outro, sem nos tornarmos refém de antigos imaginários.

 

 

* João Fernandes é artista, gestor cultural e professor universitário.    Formado em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes, Técnico em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Ceará, graduado em Dança pela Universidade do Estado do Amazonas, mestre em Letras e Artes pela UEA.Professor dos cursos de Graduação em Dança e Teatro e Coord. da Pós-Graduação em Produção Cultural da UEA. Gestor do Casarão de Idéias.


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